O flúor foi adicionado à água potável pública há 80 anos com a crença de que previne a cárie dentária; naquela época, pouco se sabia sobre o seu impacto nocivo na nossa saúde. Estudos modernos demonstraram que, além do seu limitado efeito preventivo da cárie (indivíduos expostos ao flúor na água potável apresentaram apenas uma redução de 15% na cárie em comparação com os não expostos), o flúor prejudica a mineralização dos ossos e dos dentes, interfere no funcionamento da glândula tireoide, causa neurotoxicidade e comprometimento cognitivo, e está associado a um QI mais baixo e a dificuldades de aprendizagem em crianças. Um efeito bem documentado do flúor sobre a formação dos ossos e dos dentes é a fluorose.

O flúor e a saúde óssea

A exposição ao flúor pode comprometer a estrutura óssea ao prejudicar tanto a formação quanto a mineralização do osso:

  • O flúor obstrui a mineralização óssea normal ao substituir o cálcio, formando fluorapatita em vez de hidroxiapatita, que é mais fraca e frágil, resultando em ossos propensos a fraturas, deformidades, dor nas articulações e osteoporose.
  • O flúor inibe enzimas-chave que normalmente participam da formação óssea, incluindo: A ascorbato oxidase é a enzima que o corpo usa para regular os níveis de ácido ascórbico, ou vitamina C. Sem ascorbato, o colágeno, um componente essencial na formação óssea, não pode ser sintetizado. O flúor diminui a atividade dessa enzima. A lisil oxidase é uma enzima responsável pela ligação cruzada do colágeno (um processo central para a integridade estrutural do osso); demonstrou-se que o flúor inibe essa enzima, o que resulta na produção de um colágeno mais fraco e, portanto, em um osso mais fraco. A fosfatase alcalina e a fosfatase ácida são enzimas que modificam as proteínas ósseas e participam da reabsorção e da formação óssea; o flúor inibe essas enzimas, levando a uma reciclagem óssea ineficaz. O flúor inibe múltiplas proteases ósseas, perturbando o equilíbrio entre a formação e a reabsorção do osso. O flúor prejudica o funcionamento da citocromo c oxidase, uma enzima mitocondrial-chave envolvida na produção de energia. Além disso, a inibição dessa enzima expõe as células a um maior dano oxidativo.
  • O flúor é genotóxico para o osso; inibe a expressão de genes que regulam a mineralização óssea. O flúor também afeta as vias de sinalização celular e as funções das proteínas necessárias para a formação óssea.

A combinação desses efeitos do flúor leva à fluorose dentária e esquelética, mas esse não é o único impacto negativo que o flúor tem sobre a nossa saúde.

O impacto completo da toxicidade do flúor na saúde

Além dos seus efeitos sobre o osso, o flúor prejudica o funcionamento de numerosos sistemas:

  1. Neurotoxicidade: o flúor causa dano mitocondrial, neuroinflamação e níveis alterados de neurotransmissores. Esses efeitos prejudicam o funcionamento e o desenvolvimento do cérebro, levando a comprometimento cognitivo, diminuição da inteligência, transtornos de humor como ansiedade e depressão, e transtornos neurocomportamentais como o TDAH.
  2. Toxicidade reprodutiva: descobriu-se que o flúor danifica os ovários e os oócitos, levando à diminuição da fertilidade feminina em modelos animais.
  3. Toxicidade cardiovascular: o flúor perturba os níveis de eletrólitos e causa baixos níveis de cálcio e magnésio; isso pode provocar arritmias. Além disso, o flúor está associado à hipertensão e à aterosclerose.
  4. Toxicidade tireoidiana: o flúor interfere no processo de iodação durante a produção do hormônio da tireoide e pode causar tanto o aumento quanto a diminuição da secreção do hormônio tireoidiano.

Além disso, a toxicidade do flúor causa náuseas, vômitos, diarreia, irritação ocular e erupções cutâneas.

Dicas para limitar a sua exposição ao flúor

  1. Use um filtro de água que remova o flúor, especialmente se você mora em uma região com águas subterrâneas naturalmente fluoretadas.
  2. Escolha produtos dentários sem flúor, como cremes dentais à base de nHA e enxaguantes bucais sem flúor.
  3. Converse com o seu dentista sobre tratamentos dentários sem flúor.
  4. Tenha cuidado com alimentos e bebidas que têm alto teor de flúor, como chá, frutos do mar e alimentos enlatados.
  5. Outras fontes de flúor são as panelas antiaderentes, que liberam flúor quando superaquecidas, e alguns produtos químicos agrícolas como pesticidas e fertilizantes contêm flúor, então lave bem as suas frutas e verduras e consuma produtos orgânicos sempre que possível.
  6. Proteja os seus filhos, pois o flúor é especialmente perigoso durante o desenvolvimento cerebral.

O flúor pode ter alguns méritos em determinadas circunstâncias, mas adicioná-lo à água potável definitivamente não vale a pena. Não há justificativa para usá-lo dessa forma, já que ele não oferece vantagens quando administrado de forma sistêmica, e mesmo os benefícios que surgem do seu uso tópico podem ser obtidos com alternativas mais seguras e naturais. Mantenha-se informado e faça escolhas conscientes; a sua saúde é o seu maior patrimônio.

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